O que é Ergonomia?
A Ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema. Esta é a definição adotada pela Associação Internacional de Ergonomia (International Ergonomics Association - IEA ) em 2000.
Os ergonomistas contribuem para o projeto e avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas, a fim de torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas. (IEA, 2000).
A falta da Ergonomia e suas conseqüências:
Um dos principais riscos encontrados nos mais diversos ambientes de trabalho e responsável por uma gama variável de doenças ocupacionais é o risco ergonômico. O ambiente de trabalho ergonomicamente incorreto é um causador importante do adoenciamento físico e mental dos trabalhadores.
Uma das causas da baixa produtividade pode ser o desconforto que, entre as suas várias causas, está diretamente ligada à adequação do corpo frente a um determinado equipamento. A questão da iluminação, postura, frequência dos movimentos, tempo de recuperação e fatores complementares contribuem para este desconforto e possível aumento do risco ergonômico de cada posto de trabalho.
Atualmente várias empresas já buscam a melhoria da qualidade do trabalho dos empregados e já estabelecem uma série de programas como forma de incentivar a saúde do trabalhador. Nas grandes capitais e áreas mais industrializadas, o empresariado já consciente dos futuros problemas, já está investindo neste programas, como também, em estudos sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da produção nas empresas. Se por um lado, o uso da ergonomia possa sugerir maior gasto, por outro ela representa uma economia para a empresa e como conseqüência, a melhoria da saúde do trabalhador e da sociedade.
Investimento:
Dentre todos os fatores de afastamentos nas empresas, 40% são motivados por pequenas doenças e mal-estar como gripes, dores nas costas, entorses, que podem ser evitados por um bom condicionamento físico.
A dor lombar, por exemplo, que está em 2º lugar entre as causas que mais afastam do trabalho, é um importante problema de saúde pública presente em todas as nações industrializadas, afetando em média 85% da população adulta em algum momento da vida (Dados da Organização Mundial da Saúde). Esta causa é preocupante na medida em que, segundo um estudo da Revista Latino Americana de Enfermagem, o tempo médio de afastamento por trabalhador acidentado na coluna vertebral é de 17,8 dias.
Dados da indústria brasileira demonstram que os custos com assistência médica têm assumido valores vultosos, sendo menor apenas que a folha de pagamento em muitas empresas. Companhias brasileiras chegam a perder 42 bilhões de reais/ano, o equivalente a 3% do PIB, devido à presença de funcionários doentes, apresentando falta de rendimento nas suas atividades.
Este quadro, instalado nas empresas Brasileiras, muito se dá pelo fato de que menos de 5% da empresas desenvolvem algum programa específico de qualidade de vida aos seus funcionários/colaboradores. E quando desenvolvem, tende a propor atividades que atingem não mais do que 20% das pessoas. Isso ocorre, pois as pessoas geralmente estão em diferentes estágios de mudança do seu comportamento e as atividades propostas contemplam quase que exclusivamente apenas um destes estágios. Se imaginarmos, que um programa de qualidade de vida bem organizado deva contemplar 4 (quatro) fases distintas (Sensibilização, Motivação através de Incentivos, Construção de Habilidades e Conhecimentos; Oportunidade e Ambiente), veremos que a maioria das empresas não supera a primeira fase.
Afinal, vale a pena desenvolver algum programa nesse sentido? Qual o retorno disso? Dados publicados pela U.S Departament of Health and Human Sevices de algumas empresas que divulgaram o retorno sobre o investimento em programa de Wellness (bem-estar; qualidade de vida) falam por si. A North Utilities teve um retorno de seis dólares para cada dólar investido nestes programas, o CitiBank de 4,56 dólares e a Mororola de 3,93 dólares. Será que ainda cabe a pergunta “vale a pena”?

